O ministro do Emprego e Segurança Social considerou esta quinta-feira, em Bruxelas, que a transferência da tutela da Caixa Geral de Aposentações (CGA) para o seu ministério representará «um ganho de eficiência», mas sublinhou que se mantêm dois sistemas separados.

«É muito importante referir que o que existe é uma passagem da tutela da Caixa Geral de Aposentações para o Ministério da Segurança Social, não é uma integração dos dois sistemas. Os dois sistemas são sistemas diferentes - o sistema da Segurança Social é um sistema dos trabalhadores que estão no privado; o sistema da CGA é um sistema dos trabalhadores em funções públicas -, não é uma junção dos dois sistemas», esclareceu Pedro Mota Soares, citado pela Lusa.

Falando em Bruxelas, à saída de uma reunião de ministros do Emprego e Política Social da União Europeia, sobre a decisão hoje aprovada em Conselho de Ministros, Mota Soares considerou todavia que esta transferência faz todo o sentido, pois «o Ministério da Segurança Social tem muito conhecimento na forma como se monta um sistema de pensões, como se faz um pagamento de um sistema de pensões».

«Certamente que podemos ganhar muito, do ponto de vista operacional e só operacional, em ter debaixo da mesma tutela, debaixo do mesmo ministério, todo o pagamento de pensões em Portugal», disse, reforçando que «os sistemas mantêm-se separados, a lógica dos sistemas mantém-se diferente», mas «há um ganho de eficiência quando estão os dois debaixo da mesma tutela».