O Governo rejeita fazer mais cortes salariais no setor privado. A garantia é do ministro do Emprego e da Segurança Social.

Mas no Estado é preciso cortar na despesa com pessoal.

O primeiro- ministro admite mesmo que pode ter de pedir um segundo resgate financeiro se não encontrar uma alternativa ao chumbo do Constitucional sobre a requalificação de funcionários,

A pressão é muita mas o Governo diz «não» a mais cortes salariais nos privados.

Quem o diz é Mota Soares, o ministro do Emprego e da Segurança Social, em entrevista ao «Expresso».

A mesma garantia terá sido dada por Passos Coelho em Conselho de Ministros.

No caso do Estado e depois do chumbo do Tribunal Constitucional ao regime de requalificação de funcionários públicos o Governo tem de encontrar alternativas rapidamente. Caso contrário, Portugal fica ainda em piores lençóis.

O chumbo dos juízes do Constitucional abre um buraco no Orçamento do Estado nos próximos dois anos de perto de 900 milhões de euros. Bruxelas diz que cabe ao governo encontrar alternativas.

O governo parece não querer ceder à pressão do Fundo Monetário Internacional que pede mais cortes nos salários apesar de 27% dos portugueses já terem visto reduzido o vencimento.