O ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, Pedro Mota Soares, garante que o Governo vai aplicar 300 milhões de euros de fundos comunitários para combater o desemprego nos próximos dois anos.

Esta é a resposta de Mota Soares às críticas dos deputados do PS e do PCP que, esta tarde, têm criticado o Orçamento do Estado.

O ministro anunciou ainda esta segunda-feira que mais de 16 mil empresas concorreram aos fundos de compensação do trabalho e de garantia e compensação do trabalho, abrangendo um universo que ultrapassa os 53 mil trabalhadores.

«Permitam-me destacar o crescimento que este fundo teve desde a última vez que cá estive há cerca de duas semanas: passámos de 16 mil trabalhadores para 53 mil trabalhadores», revelou Mota Soares.

Pedro Mota Soares confirmou, a 06 de setembro, que «mandou publicar uma portaria» que cria um incentivo à contratação, que corresponde ao pagamento de 1% de toda a remuneração com efeitos para a segurança social.

«Estes sistemas de apoio aos trabalhadores - Fundo de Compensação do Trabalho e Fundo de Garantia e Compensação do Trabalho - e que da última vez que cá vim contava com mais de 6.300 adesões de entidades empregadoras e cerca de 1.600 trabalhadores, hoje conta com mais de 16 mil adesões de entidades empregadoras e mais de 53 mil admissões de trabalhadores», acrescentou o ministro da tutela.

O incentivo aplica-se aos novos contratos a partir do dia 01 de outubro de 2013, cumprindo o «acordo assinado com os parceiros sociais», assinalou na altura o ministro em declarações aos jornalistas no final da reunião da Comissão Permanente de Concertação Social, convocada pelo Governo para debater com os parceiros sociais as matérias relacionadas com a 8ª e 9ª avaliação do Programa de Assistência Económica e Financeira a Portugal.