O ministro das Finanças faz vários elogios a Medina Carreira, na reação à morte do economista e antigo governante que teve em mãos a mesma pasta que tem agora Mário Centeno. Salienta a “coragem” que o economista demonstrou ao “assumir a pasta das finanças num momento que se sabia difícil para o país”.

Elogiando “a determinação e o rigor que empreendeu em todas as decisões que tomou”, Mário Centeno lembra, numa declaração escrita enviada à Lusa,  que Henrique Medina Carreira “foi o ministro que negociou o primeiro empréstimo do FMI, com a sabedoria de procurar o melhor caminho para Portugal”.

Desta experiência todos herdámos um profundo conhecedor do sistema financeiro e tributário português que sempre colocou o seu conhecimento ao serviço do país”

Medina Carreira desempenhou essas funções janeiro de 1978, tendo liderado as negociações com o Fundo Monetário Internacional com vista à obtenção de um empréstimo de 750 milhões de dólares.

Para além de destacar o seu "inconformismo", Centeno realça também a “coragem”, “determinação”, “rigor” e “espírito de ação” como "exemplos de vida". Também uma palavra para o facto de ter sido “um assumido crítico da política portuguesa”.

O ministro das Finanças diz lamentar “profundamente” a morte do antigo ministro. O primeiro-ministro, António Costa, reagiu dizendo que perdeu "um amigo" que herdou do pai. Já o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse que "Portugal perdeu um homem corajoso".

Medina Carreira morreu na segunda-feira, 3 de julho, num hospital em Lisboa, onde estava internado há cerca de um mês.