
Mario Monti negou esta terça-feira a existência de um «pacto secreto» com a chanceler alemã, Angela Merkel, defendendo que existe antes uma ampla colaboração entre os dois executivos.
Em conferência de imprensa depois do conselho de ministros de hoje, o primeiro-ministro italiano sublinhou a necessidade de crescimento económico em Itália e no resto da Europa.
«Não creio que se possa falar de um pacto secreto italo-alemão, mas antes uma forte iniciativa de colaboração» bilateral, afirmou Mario Monti citado pela Lusa, referindo-se ao compromisso de cooperação entre os dois países assumido por ocasião da visita de Angela Merkel a Roma, em março.
Mario Monti respondia à informação avançada pelo diário italiano «La Reppublica», que noticiou um «plano secreto» entre Roma e Berlim para aprovar de forma simultânea nos parlamentos respetivos o pacto orçamental europeu e o fundo de resgate permanente.
O chefe do governo italiano referiu ainda as crescentes exigências no seio da União Europeia (UE) para que o executivo alemão reconheça a necessidade de medidas que promovam o crescimento económico.
«Pensamos que a melhor estratégia é fazer no próprio país as coisas que se consideram necessárias para a saúde financeira do país, o que habitualmente coincide com as exigências da União Europeia», acrescentou.
Neste sentido, o chefe do governo tecnocrata italiano disse que são essenciais medidas como o corte de 4.200 milhões de euros, entre junho e dezembro deste ano, na despesa pública, uma medida hoje anunciada pelo executivo liderado por Mario Monti.