A Montepio Geral Associação Mutualista (MGAM) e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) assinaram hoje um memorando de entendimento que possibilita a participação da Santa Casa no capital do banco da associação.

O memorando agora assinado contempla a possibilidade de uma participação da SCML na Caixa Económica Montepio Geral (CEMG), abrindo o caminho para a participação de outras instituições" no capital do banco, lê-se num comunicado divulgado hoje pelo Montepio.

O memorando de entendimento, para uma "parceria entre as entidades no âmbito do desenvolvimento nacional da economia social", é assinado pela mutualista, presidida por António Tomás Correia, e pela Santa Casa de Lisboa. A mutualista é a dona da Caixa Económica Montepio Geral que, com a conversão em sociedade anónima, pode vir a ter mais acionistas. 

É na caixa económica que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa pode entrar, depois de várias semanas a dar conta desse facto: "O memorando agora assinado contempla a possibilidade de uma participação da SCML na CEMG, abrindo o caminho para a participação de outras instituições da economia social no capital da Caixa Económica Montepio Geral". 

Ambas as entidad es reafirmam a vontade e o empenho em que este processo seja o mais aberto possível ao universo da economia social, com envolvimento ativo de outras instituições sociais no processo negocial que se siga, todas com um objetivo comum: contribuir para que, com salvaguarda dos interesses e deveres de cada participante, a CEMG seja uma instituição financeira da economia social, de referência no sistema bancário nacional",acrescenta ainda o documento.

O comunicado não refere valores nem calendário para se realizar a operação que está a ser negociada.

Mas, ainda segundo o comunicado, "ambas as instituições acordaram também em analisar o alargamento do seu entendimento a outras áreas, nomeadamente a da saúde".

Hoje também a associação mutualista anunciou a injeção de 250 milhões de euros no banco, CEMG, através de um aumento de capital.