O presidente da União das Misericórdias, Manuel Lemos, admitiu esta segunda-feira estar aberto a entrar no capital do Montepio, mas não quer “por o carro à frente dos bois” e é preciso que se torne num banco de economia social.

Manuel Lemos esteve numa audiência, no Palácio de Belém, em Lisboa, com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, em que o dossiê Montepio não foi analisado.

Ainda assim, admitiu que já teve contactos, há cerca de duas semanas, com Pedro Santana Lopes, da Misericórdia de Lisboa, sobre o assunto Montepio.

Vemos interesse num banco de economia social. Estamos abertos a conversar, com certeza”, afirmou Manuel Lemos.

Manuel Lemos disse que as Misericórdias preferem “fazer as coisas com calma e em estreita cooperação com todas as entidades”, incluindo a direção do Montepio.

As declarações do responsável da União das Misericórdias Portuguesas surgem três dias depois de ter sido assinado, na sexta-feira, um memorando de entendimento entre a Montepio Geral Associação Mutualista (MGAM) e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) que possibilita a participação da Santa Casa no capital do banco da associação.

Lemos defende que à União das Misericórdias interessa um “banco de economia social”, que “apoie as Pequenas e Médias Empresas (PME), instituições de economia social e pessoas que precisam de pequenos empréstimos”.

Falamos de um banco de economia social. O Montepio pode ser instrumento. Vamos ver como é”, resumiu.