O presidente do Montepio Geral Associação Mutualista (MGAM), que detém a Caixa Económica, assegurou esta terça-feira que o banco mutualista está livre do perigo de colapsar, a exemplo do que aconteceu ao Banif e ao Banco Espírito Santo (BES).

"O Montepio nunca foi, não é, nem será um Banif ou um BES", garantiu hoje aos jornalistas António Tomás Correia, à margem do lançamento do livro "Sob o Signo do Pelicano: História do Montepio Geral - 1848-2015", que decorreu na sede da entidade, em Lisboa.

"Não há preocupações ou, pelo menos, as preocupações por parte dos responsáveis não existem porque nós sabemos qual é a situação do Montepio, seja do ponto de vista do capital, seja do ponto de vista da liquidez, seja do ponto de vista da sua capacidade de continuar a funcionar no mercado. Não estamos nada preocupados", realçou.

E reforçou: "Verificamos que há muita gente, sem fundamento, que lamentavelmente continua a pronunciar-se sobre o Montepio de uma forma completamente desajustada. Aliás, o Montepio anda nesta pressão, daqui a pouco há dois anos, de uma forma muito leviana, na maior parte dos casos, e nós cá continuamos".

Segundo o responsável, "a grande diferença vê-se na capacidade de resistência do Montepio ao longo de quase dois anos com notícias cada vez mais fantasmagóricas - e sempre fantasmagóricas - ter continuado a fazer o seu caminho, ao passo que no Banif, com uma única notícia, aconteceu o que aconteceu, lamentavelmente".

Tomás Correia concluiu que "o Montepio continua a fazer o seu trabalho, o seu caminho, com profissionalismo, com sentido de responsabilidade e, sobretudo, com sentido de servir a economia nacional, os portugueses e os seus associados e clientes".