O Tribunal Provincial de Niassa, norte de Moçambique, condenou, na segunda-feira, o ex-diretor do Plano e Finanças e o antigo chefe de repartição daquela província a 22 e a 19 anos de prisão, respetivamente, por desvio de fundos públicos.

Carlos Sitão, ex-diretor do Plano e Finanças de Niassa, e João Chaputerra, antigo chefe de repartição da instituição, foram condenados pelo desvio de cerca de 258 mil euros, naquele que foi considerado o maior rombo financeiro de fundos públicos ocorrido na província de Niassa.

Segundo o juiz Leonardo Muialia, foi também provada a tentativa do desvio de cerca de 23.000 euros, que os arguidos alegaram ser destinados à compra de viaturas novas para a instituição pública, na qual exerciam funções.

Durante o julgamento, iniciado a 21 de agosto deste ano, foi ilibado o arguido Jacinto Belém Monteiro, funcionário da mesma instituição, que autorizou a utilização da sua conta bancária para a transferência ilegal dos fundos.

O tribunal considerou que Monteiro agiu «inocentemente, pensado estar a favorecer o serviço púbico para o qual trabalhava».