O Governo admite debater a mobilidade dos feriados. O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, não exclui a hipótese de colar os feriados que calham às terças ou às quintas-feiras ao fim de semana.

Uma ideia que representaria o fim das pontes e que agrada os patrões. Mas não é bem recebida pela CGTP e pela CGTP e pela conferência Episcopal.

A ideia do Governo é antiga e voltou com os quatro feriados repostos este ano.

Se se arrastarem os feriados, que calham às terças ou quintas-feiras, colando-os ao fim de semana, prolonga-se o fim-de-semana e acabam-se as pontes.

Mesmo sem consenso Vieira da Silva quer deixar a hipótese em aberto.

"O ministério olha para esse debate como um debate que pode e deve ser feito. Não tenho nenhuma resposta definitiva, porque há vários fatores a considerar. Há alguns que, pela sua natureza, como os religiosos, ou até alguns civis - como dia 1 de Maio - que dificilmente seriam considerados noutras datas", diz o ministro.

Quanto aos feriados religiosos, a Conferência Episcopal é clara. O porta-voz, Manuel Barbosa, diz que “não faz sentido porque são datas muitos específicas do calendário litúrgico e da vivência do povo português em geral”.

Os patrões aplaudem. No passado, quando o tema esteve em cima da mesa, vários empresários defenderam que a mobilidade dos feriados aumentaria a produtividade.

Mas a CGTP está contra. João Torres, da comissão executiva da CGTP, diz que “se amanhã se celebra o Corpo de Deus, a 26 de Maio, porque é que se vai celebrar a 27? Há aqui uma dessincronia qualquer”

Até final do ano são quatro os feriados que calham a uma terça ou quinta-feira. O desta quinta-feira, Corpo de Deus, o Dia de Todos os Santos, a Restauração da Independência e a Imaculada Conceição.