O Governo português está interessado na valorização da exportação do petróleo em Portugal, admitiu, esta sexta-feira, o ministro do ambiente, Jorge Moreira da Silva. No entanto, as empresas estrangeiras, como a britânica IONIQ Resources, têm que apresentar uma «proposta concreta.»

Durante o ciclo de conferências «Compromisso para o Crescimento Verde», o ministro considerou que «Portugal tem, obviamente, interesse em que esta área possa ser valorizada, de acordo com aquilo que está previsto na lei, com a avaliação dos projetos e a proteção ambiental associada, mas sempre de uma forma muito racional.»
 
O ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia disse que se a IONIQ Resources tiver «interesse na prospeção, terá de realizar uma proposta concreta», depois de ser questionado sobre as afirmações da empresa britânica à revista Sábado, onde alegava ter localizado «seis jazidas de petróleo em Portugal continental.» Acrescentou que, embora a empresa tivesse dados indicações do possível projeto, não apresentou nada em concreto.
 
De acordo com a Sábado, a IONIQ Resources afirma que encontrou as jazidas com recurso a «uma tecnologia inovadora», chamada de «ressonância eletromagnética remota». O calculo estima que as reservas desfrutam de «uma dimensão, no mínimo, de mil milhões de barris de petróleo, mais 30% de gás natural.»
 
A empresa britânica diz que já enviou uma carta ao ministro Moreira da Silva e a Passos Coelho com «uma proposta para a identificação e extração destes recursos», à qual ainda não obtiveram resposta.
 
O governo português afirma esta a analisar «do ponto de vista técnico e do ponto de vista jurídico e será respondida em breve», frisando que a proposta «que esta empresa faz será tratada como todas as propostas que existem, mas essa proposta tem que ser materializada nos termos legais.»