A CGTP defendeu esta segunda-feira, junto do ministro do Ambiente, a necessidade de contratar mais trabalhadores e comprar equipamentos para os transportes urbanos, para que estes possam garantir um serviço público de qualidade.

"É necessário melhorar o serviço prestado pelos transportes urbanos, dando rapidamente resposta aos problemas do setor", disse o secretário-geral da Intersindical, Arménio Carlos, no final de um encontro com o ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, e o seu secretário de Estado adjunto, José Mendes.

De acordo com Arménio Carlos, há falta de trabalhadores nos transportes ferroviários, rodoviários e fluviais do setor público e existe um elevado número de comboios, autocarros e barcos parados por falta de materiais necessários à sua atividade.

"O ministro do Ambiente entendeu a necessidade destes meios humanos e materiais e prometeu que a questão será discutida com o ministro das Finanças", disse o sindicalista.

A reunião desta segunda-feira foi solicitada pela CGTP-IN para discutir a situação das empresas públicas do setor de transportes que estão sob tutela do Ministério do Ambiente, a Carris, o Metro de Lisboa, os STCP, a Transtejo e a Soflusa.

A central sindical pretendia discutir a organização e gestão destas empresas, no quadro da melhoria do serviço público a prestar às populações, a contratação de trabalhadores, o aumento da oferta de material circulante e a melhoria das condições de trabalho.

De acordo com Arménio Carlos, na reunião conseguiu ainda abordar questões relacionadas com a contratação coletiva, nomeadamente as matérias em negociação ou em perspetiva de negociação.

"Procuramos condições para resolver os problemas dos trabalhadores deste setor e do serviço público a prestar", disse o sindicalista.

Redução de desempregados inscritos deve-se a emprego sazonal

O secretário-geral da CGTP considerou também esta segunda-feira que o decréscimo verificado no número de desempregados inscritos nos centros de emprego se deve ao aumento sazonal do emprego no setor do turismo e defendeu a necessidade de serem criados empregos estáveis e duradouros.

"Registamos a redução do número de desempregados inscritos, mas consideramos que isso se deve ao fator sazonalidade. Há sempre mais empregos, relacionados com o turismo, no período de verão, mas isso não responde às necessidades do país, que precisa de mais emprego estável, seguro e duradouro", afirmou o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, à agência Lusa.

De acordo com as estatísticas mensais do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), o número de desempregados inscritos nos centros de emprego baixou 6,6% em julho para 497.663, abaixo dos 500.000 pela primeira vez desde julho de 2009.

Em julho de 2009 estavam inscritas nos centros de emprego 496.683 pessoas.

Em relação a junho deste ano, o número total de desempregados registados em julho diminuiu 2,7%, o que corresponde a menos 13.979 pessoas.

A nível regional, o desemprego diminuiu em todas as regiões do país, mas a redução mais elevada verificou-se na região do Algarve (-19,2%).