O ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schaeuble, lançou a chama para um novo regaste a Portugal e, minutos depois, foi como que tentasse apagar o fogo, mas deixando o rastilho. 

Segundo a Reuters e Bloomberg, primeiro afirmou que o país precisaria de aplicar um novo programa de ajustamento e que Portugal iria voltar a pedir ajuda externa..

"Portugal comete um grande erro se não cumprir os compromissos que assumiu. Eles (os portugueses) vão querer um novo resgate e vão tê-lo. Mas as exigências serão severas"

A seguir, voltou um pouco atrás, suavizando o discurso. Disse que não haverá essa necessidade, desde que as regras europeias sejam cumpridas.

"Não é do interesse de Portugal. Eles podem evitá-lo com políticas razoáveis. (...) Não o querem e não precisam se respeitarem as regras europeias"

Os alertas da primeira agência de notícias distam 30 minutos entre as primeiras declarações e a correção, feita pelo próprio, que se seguiu.

Entretanto, e mesmo assim, o ministério das Finanças português fez questão de emitir um comunicado, garantindo que não há qualquer resgate em vista.

Vindo tais afirmações do homem forte de Angela Merkel, vista por muitos como o farol da liderança europeia, o susto, pelo menos esse, é inevitável. E faz-nos recuar a 2011 quando, no Governo de José Sócrates, Portugal se precipitou pela terceira vez na História da Democracia para os braços da ajuda externa.

Quatro anos depois, o na altura ministro com a mesma pasta, Teixeira dos Santos, reconheceu que o resgate era «fatal como destino».