O ministro da Economia fez esta quarta-feira um «apelo humilde» para que os pilotos recuem na intenção de fazer greve, afirmando que «errar é humano», mas não corrigir o erro «demonstra falta de sensibilidade e de inteligência».

«Quero acreditar que muitos pilotos já se aperceberam da irrazoabilidade deste pré-anúncio de greve. Errar é humano, não corrigir o erro demonstra falta de sensibilidade e de inteligência», declarou Pires de Lima, fazendo «um apelo humilde ao sindicato dos pilotos para que reveja a sua posição».

Os pilotos da TAP marcaram uma greve de dez dias entre 01 e 10 de maio por considerarem que o Governo não está a cumprir o acordo assinado em dezembro de 2014 nem um outro, estabelecido em 1999, que segundo o ministro da Economia «é ilegal».

«Já toda a gente percebeu que os pilotos não estão contra a privatização da TAP, já toda a gente percebeu que os pilotos querem que a TAP seja privatizada desde que lhe seja dado 20% do capital», sublinhou Pires de Lima, acrescentando que «uma empresa com a importância estratégica da TAP não pode estar refém de 190 pilotos ou de 900 pilotos».

O governante afirmou ainda que se a greve se vier a concretizar «representa um dano importante na economia, mas sobretudo um dano tremendo para a TAP», apelando «ao bom senso e à inteligência dos pilotos».

Para Pires de Lima, o que está em causa na greve é o «quinhão que os pilotos reclamam para si da TAP» e que «não é razoável numa empresa que serve um interesse estratégico nacional».