A ministra das Finanças disse que está a elencar argumentos a favor e contra uma saída do atual programa de resgate com ou sem programa cautelar, que apresentará de «forma neutra» em Conselho de Ministros.

Por sua vez, o ministro da Presidência, Luís Marques Guedes, confirmou que «haverá mais um Conselho de Ministros antes do anúncio ao país do mecanismo de saída», cuja data «não está marcada neste momento».

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, prometeu anunciar ao país a forma de saída do atual programa de resgate antes de 5 de maio, dia em que haverá uma reunião do Eurogrupo.

Na conferência de imprensa sobre o Documento de Estratégia Orçamental 2014-2018, a ministra de Estado e das Finanças referiu que tem vindo «a elaborar uma longa lista com vantagens dos dois lados», com base em conversas que tem tido «com colegas do Eurogrupo, com as instituições da troika, com participantes de mercado, agências de rating» e «pessoas informadas».

«Tenho vindo a compilar esses argumentos que serão aqueles que eu apresentarei de uma forma neutra no Conselho de Ministros, e depois do debate no Conselho de Ministros essa decisão será tomada em função do que o Conselho de Ministros entenda ser o balanço adequado dos vários argumentos», acrescentou Maria Luís Albuquerque.

A ministra de Estado e das Finanças ressalvou que «outros colegas poderão aduzir» mais argumentos «num sentido ou noutro».

Quanto à posição dos parceiros europeus, Maria Luís Albuquerque sustentou que o seu apoio a Portugal tem sido «inequívoco» e que o país pode contar com a sua «solidariedade» se continuar a cumprir com os seus compromissos.

Interrogada sobre quando terminará a 12.ª avaliação ao programa de resgate a Portugal, a ministra respondeu que será «tão depressa quanto possível» e considerou que «vale a pena ter mais um bocadinho de paciência para que ela acabe bem».