O risco de um aumento da dívida e do défice públicos é a principal ameaça às pretensões da banca, que há vários meses reclama junto do Ministério das Finanças o levantamento da obrigação de deduzir aos fundos próprios os créditos fiscais acumulados, imposta pelas novas exigências do capital.

Ao que o Jornal de Negócios apurou, Portugal aguarda esclarecimentos do Eurostat para decidir sobre o tema.

A sensibilidade do tema resulta do facto de estarem em causa créditos fiscais de elevado montante. O que por um lado justifica o empenho dos bancos em quererem evitar ter de deduzir estes valores aos seus fundos próprios, o que penalizará os rácios de capital. Dependendo de cada instituição, pode haver necessidade de aumento de capital.