A taxa de poupança das famílias em Portugal voltou a cair até março. Atingiu mesmo o valor mais baixo pelo menos desde o quarto trimestre de 1999, o primeiro para o qual há dados.

O Instituto Nacional de Estatística especifica, nos dados que publicou hoje, que no ano terminado nos primeiros três meses deste ano, a taxa de poupança das famílias "situou-se em 3,8% do rendimento disponível, menos 0,5 pontos percentuais do que no trimestre anterior". Está, de resto, a cair há três trimestres consecutivos.

[A queda] resultou da variação mais intensa na despesa de consumo final do que no rendimento disponível".

Considerando os valores para o ano acabado no primeiro trimestre de 2017, a capacidade de financiamento das famílias caiu para 0,5% do Produto Interno Bruto, depois de se ter situado nos 0,8% do PIB nos 12 meses concluídos no trimestre anterior, uma situação que reflete "sobretudo a redução da taxa de poupança".

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O rendimento das famílias aumentou graças ao aumento de 0,9% das remunerações recebidas, "que mais do que compensou as reduções dos rendimentos líquidos de propriedade e do saldo das prestações sociais líquidas de contribuições".

Recorde-se que a um dos fatores a contribuir para o aumento do rendimento das famílias foi a eliminação gradual da sobretaxa, que está a acontecer desde janeiro.

Para quem ganha entre 1.705 e 3.094 euros para a sobretaxa de 1,75% pela última vez neste salário de junho. Quem está nos escalões mais elevados, o quarto e o quinto, continuará a fazer retençã até ao final de novembro.

Ainda segundo o INE, a economia portuguesa registou uma capacidade de financiamento de 1,5% do PIB até março, mais 0,1 pontos percentuais do que no trimestre anterior.

Por setor institucional, a capacidade de financiamento das empresas fixou-se em 0,6% do PIB, 0,2 pontos percentuais acima da registada no trimestre anterior, e a das sociedades financeiras estabilizou nos 2,2% do PIB.