O ministro da Administração Interna (MAI), Miguel Macedo, diz que a tarefa de elaborar o Orçamento do Estado para 2014 é «muitíssimo difícil», como «meter o Rossio na Betesga».

Planeamento do OE2014 é «extremamente difícil»

«Não é pêra doce, acontece assim em todos os governos (...), mas muito mais numa circunstância destas», salientou aos jornalistas, à margem da cerimónia comemorativa dos 146 anos da PSP do Porto.

Citado pela Lusa, o governante, que comentava assim a reunião do Conselho de Ministros de quinta-feira que demorou cerca de 12 horas, considerou ser «absolutamente normal que cada um dos ministérios procure assegurar as condições para o seu funcionamento».

«É evidente, como o povo diz, em casa onde não há pão, todos ralham e nenhum tem razão, mas é preciso fazer aqui um exercício de ponderação, de bom senso, de sucessivas aproximações, de entendermos todos as dificuldades uns dos outros, mas para conseguirmos, no conjunto, o resultado que interessa ao país», sublinhou.

Miguel Macedo sustentou que ultrapassar o «exercício muitíssimo difícil» que é a elaboração do Orçamento para o próximo ano só é possível com «compreensão, com sensatez, com a colaboração de todos aqueles que têm responsabilidades ao nível do Estado».

«É importante fazermos todos um exercício acrescido de ajustamento nas despesas do Estado, porque só isso é que pode garantir que, a prazo, nós possamos ter diminuição da carga fiscal», frisou.

O ministro defendeu ainda que a elaboração do OE «não deve ser encarado como um drama, deve ser encarado como um desafio».

O Governo informou na quinta-feira à noite comunicado que o Conselho de Ministros foi dedicado à discussão do Orçamento do Estado para 2014. A reunião, que começou de manhã e se prolongou durante a tarde, contou com a presença do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, que interrompeu as suas férias no Algarve.