Miguel Frasquilho afirmou esta quarta-feira estar “profundamente tranquilo” sobre a sua recondução como presidente do Conselho de Administração da TAP, o que aconteceu em assembleia-geral da transportadora aérea nacional.

Sobre isso já prestei os esclarecimentos que tinha a prestar, estou profundamente tranquilo e cheio de vontade, cheio de entusiasmo e empenho a auxiliar a TAP nesta nova etapa”, respondeu o responsável quando questionado sobre dúvidas levantadas pelo Bloco de Esquerda (BE) à sua recondução.

Esta semana, o jornal Público noticiou que o BE afirmou a sua preocupação à tutela, na sequência de suspeitas de que Miguel Frasquilho teria alegadamente recebido dinheiro através do ‘saco azul’ do Grupo Espírito Santo (GES).

Após a reunião de acionistas que aprovou o nome de Antonoaldo Neves como novo presidente executivo da companhia, Miguel Frasquilho realçou o “novo ciclo” da transportadora e agradeceu ao CEO até hoje, Fernando Pinto, o que “fez em prol da TAP e em prol do país”.

Hoje a TAP entra num novo ciclo, nova comissão executiva e novo conselho administrativo, que tenho a honra, o privilégio e o gosto de presidir e que me motiva bastante a trabalhar para que a TAP mantenha a rota positiva que vem tendo ao longo dos últimos anos”, comentou Miguel Frasquilho aos jornalistas.

Para o próximo triénio, o responsável garantiu que continuará a ser implementada a estratégia da companhia, o que “significa que a TAP vai continuar a crescer”, nomeadamente no número de novas aeronaves, de rotas e “vai transportar mais passageiros”.

Frasquilho acrescentou que a escolha do novo CEO teve o “apoio de 100% dos acionistas da TAP”.

O consórcio Atlantic Gateway, de Humberto Pedrosa e David Neeleman, detém 45% do Grupo TAP (TAP SGPS), a Parpública 50% e os trabalhadores os restantes 5%, segundo a informação disponível na sua página na internet.