«Isso vai da consciência de cada um e da forma como as pessoas agem. Sempre separei muito bem as duas atividades, mas sou um economista, é natural que os mesmos assuntos fossem abordados pela mesma pessoa. Mas sempre prezei muito a minha integridade e o pensar pela minha cabeça».



«Como é que um deputado está em reuniões à porta fechada e é coordenador do departamento de um banco sobre o qual se falava naquelas reuniões?».





«Nunca tive acesso a qualquer informação privilegiada e não discutia essas reuniões no BES».







«Houve matérias que votei que não eram simpáticas para o setor financeiro (…) Sempre que ouvia a palavra setor financeiro, não vou dizer que fugia como o diabo da cruz…»







«Nunca tive nenhuma conversa sobre esse tema até essa altura e tudo o que fui sabendo foi o que foi sendo público. Eu sabia só aquilo que tinha de saber dentro do que fazia no banco».



«As notícias que iam saindo nunca envolveram a minha entidade patronal que era o BES. Não tinha nenhuma necessidade de saber, nem queria saber o que se passava no GES».







«De negócios não falava com eles. Só da análise económica, das tendências da economia portuguesa, mas também das tendências globais».





«Não é nada prejudicial, muito pelo contrário, que existam deputados que estejam em regime exclusividade e outros não».