O presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) faz um balanço positivo da visita ao Peru e Colômbia e espera um «impulso grande» das relações comerciais com projetos de investimento a curto prazo.

Miguel Frasquilho falava à Lusa, em Bogotá, no último dia da visita liderada pelo ministro da Economia, António Pires de Lima, ao Peru e à Colômbia, na qual foram mantidos contactos com entidades governamentais e com empresas portuguesas a operar nos dois mercados.

«Faço um balanço bastante positivo desta missão, é claro que temos a consciência de que não é de hoje para amanhã que a situação se vai alterar radicalmente, mas é com passos como este que se pode construir uma relação mais forte e sustentável no futuro», afirmou Miguel Frasquilho, citado pela Lusa.

«No nosso caso, esperamos, como aliás está a acontecer por exemplo com a Colômbia este ano, que as relações comerciais possam ter um impulso grande e que haja projetos de investimento visíveis e a curto prazo destes países no nosso país», sublinhou.

«Estou esperançado que isso possa vir a acontecer em breve», acrescentou.

O Peru e a Colômbia «são dois países cujas relações com Portugal, quer ao nível do comércio, quer ao nível do investimento, são ainda bastante incipientes, mas são mercados onde se tem sentido um interesse crescente pelo nosso país e também da parte do investidores e de empresários portugueses em relação» àqueles mercados, declarou.

Tanto o Peru como a Colômbia estão numa zona de «rápido crescimento, como são os países do eixo América Latina do Pacífico, que têm crescimentos na casa de 4%, 5% ao ano. Estão a começar a construir uma classe média forte e onde as oportunidades de expansão das empresas portuguesas e da possibilidade de atrair investimento para Portugal são, de facto, grandes», acrescentou, explicando que essa foi uma das razões para a visita a estes mercados.

Questionado sobre se as empresas portuguesas têm sentido alguma dificuldade ao entrar no Peru e na Colômbia, Miguel Frasquilho disse que estas relataram «algumas situações que não são facilitadoras, quer do comércio, quer do investimento, com estes países».

No entanto, «encontrámos muita vontade política para que estas situações possam ser ultrapassadas, temos a confiança que isso, muito em breve, deverá acontecer», acrescentou o presidente da AICEP, sem precisar quais as situações identificadas.

Reiterou o papel da AICEP de contribuir para a resolução destas barreiras e para promover o país, adiantando que aos responsáveis contactados também foram avançados dados sobre o que Portugal tem feito nos últimos três anos.

«Há ainda um desconhecimento grande» sobre Portugal e «é com missões destas», aliadas ao trabalho no terreno das delegações da AICEP e das embaixadas de Portugal que é possível resolver as barreiras.

«Passo a passo vamos construindo um futuro melhor para os países envolvidos», concluiu.

António Pires de Lima termina hoje a visita à América do Sul, nomeadamente Peru e Colômbia, que teve início na passada quinta-feira.

Na comitiva, além de Miguel Fasquilho, seguem também representantes da banca portuguesa e o presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB), Faria de Oliveira.