O presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, espera que o novo subsídio de mobilidade para viagens de residentes e estudantes entre a Madeira e o continente possa entrar em vigor em setembro.

Miguel de Albuquerque foi hoje recebido pelo Presidente da República, Cavaco Silva, a quem apresentou “assuntos que, no exercício dos 88 dias do Governo, têm sido tratados relativos à Região Autónoma da Madeira (RAM)”, nomeadamente a questão dos tarifários das passagens aéreas para os residentes na Madeira e estudantes.

“A ideia é os estudantes e os residentes poderem já beneficiar a partir do mês de setembro do tarifário de 86 euros para residentes e de 65 euros para estudantes. Sobretudo os estudantes, a partir do mês de setembro”, realçou.


O Governo aprovou a 16 de julho um subsídio de mobilidade aplicado às ligações aéreas e marítimas à Região Autónoma da Madeira, que terão um custo máximo de 86 euros para residentes nesta região e de 65 euros para estudantes.

Para entrar em vigor, o diploma que prevê este subsídio espera promulgação por parte do Presidente da República, após o que será publicada uma portaria estabelecendo qual é a entidade na Região Autónoma da Madeira que fará o pagamento do subsídio social de mobilidade.

Em análise esteve, também, o futuro hospital da Madeira, que Albuquerque considerou “uma questão que será central para o futuro” da região.

“Tentámos enquadrá-lo como um projeto de interesse comum. O serviço regional de saúde é um serviço que é custeado e financiado pela região, mas [quanto] a nova estrutura hospitalar, teremos de contar com o apoio do Estado, para podermos realizá-la o mais rapidamente possível”, acrescentou.

O presidente do Governo Regional da Madeira considerou necessário “haver um entendimento” de que “a questão do novo hospital é um projeto de interesse regional e de interesse nacional”.

De acordo com o governante, entre os temas abordados na reunião com Cavaco Silva, estiveram ainda questões como “o fundo de coesão, que foi desbloqueado”, e também “a questão essencial do financiamento que a região vai empreender até ao mês de setembro para amortização da dívida no próximo ano", reporta a Lusa.