O concurso público para as obras de conclusão do prolongamento do metro no concelho da Amadora, entre as estações de Amadora Este e Reboleira, vai ser lançado até ao final de março, disse fonte do Metropolitano de Lisboa à Lusa.

«A obra deverá ter início no último trimestre de 2014¿, prevendo-se ¿a abertura da estação da Reboleira para dezembro de 2015».

Esta informação surge após a presidente da Câmara da Amadora, Carla Tavares (PS), ter enviado à Secretaria de Estado dos Transportes uma moção aprovada por unanimidade no executivo municipal, para que seja dada prioridade à conclusão das obras da estação do metro da Reboleira.

A moção reclama do Governo que «todas as decisões relativas aos transportes públicos da Área Metropolitana de Lisboa (AML) sejam tomadas em concertação com as autarquias».

O município pretende, ainda, ser incluído «na restruturação dos transportes públicos da AML», incluindo do Metropolitano de Lisboa e Carris, e participar na concessão de exploração de serviço dos transportes urbanos e locais.

O documento salienta que o Plano Estratégico de Transportes prevê a transferência de competências para as autarquias na gestão de transportes terrestres, mas tal não aconteceu até ao momento.

«Tem havido um manifesto desinvestimento e degradação no setor dos transportes públicos nos últimos anos, como é o caso do Metropolitano de Lisboa, CP Lisboa, Carris e Vimeca», considera a moção, que atribui a significativa redução de utentes à diminuição da oferta e ao aumento dos preços dos bilhetes.

Entretanto, Francisco Santos, vereador da CDU na Câmara da Amadora, disse que «a obra está praticamente pronta. O túnel está feito e só faltam os acabamentos».

Este eleito da CDU adiantou que a coligação vai apresentar nos municípios da AML uma moção em defesa do investimento nos transportes públicos.

O estudo de impacte ambiental do prolongamento do metro à Reboleira data de 2007 e no documento previa-se o início da obra em 2008 e a abertura à exploração em agosto de 2010.

As obras, no entanto, foram suspensas devido a problemas de financiamento.

A empreitada estava estimada em 55 milhões de euros, comparticipados através de verbas comunitárias do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) e pelo Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC).

O projeto consiste na construção de um túnel com 579,2 metros, estação e zona terminal, para a inversão dos comboios. O túnel está construído e a estação aguarda por arranjos finais, para que possa satisfazer uma procura estimada de 20.000 passageiros diários.