Com a perspetiva de mais crescimento económico, o otimismo também está a chegar às empresas, com 41% a prever aumentar o número de colaboradores este ano, aproximadamente as mesmas que esperam contratar mais em 2018. Mesmo assim, as previsões caem face aos 49% de 2016.

De acordo com o estudo Total Compensation Portugal 2017 realizado pela Mercer | Jason Associates, que analisou 154.826 postos de trabalho em 333 empresas no mercado português, 47% das organizações afirma que irá manter o número de colaboradores e 12% prevê a redução do seu número, em 2017.

Para 2018, o cenário é ainda mais favorável, uma vez que apenas 9% prevê reduzir a sua força de trabalho”, diz o estudo.

 

Se por um lado há otimismo em relação a encontrar emprego ou manter o posto de trabalho, em termos de salários as previsões são menos entusiastas.

Em 2017 os incrementos salariais rondaram os 2% para quase todos os níveis de responsabilidade (o valor mais elevado dos últimos anos). Para 2018 as empresas inquiridas preveem incrementos da mesma ordem de grandeza, diz o estudo.

As funções comerciais apresentam incrementos de cerca de 2,5%, sendo que funções de responsabilidade mais baixa apresentam valores de incremento mais baixo, a rondar os 1,5%.

Segundo a Mercer | Jason Associates o salário base anual dos recém-licenciados, no primeiro emprego, situa-se, tendencialmente, entre os 13.280  e os 17.856 euros, verificando-se um aumento do valor mínimo (13. 057 euros em 2016) e uma diminuição do valor máximo (17.984 euros em 2016).

Um incremento salarial que é, sobretudo, determinada pela avaliação individual (86%) e os resultados da empresa (66%). A antiguidade e o nível funcional ressaltam como os fatores menos influentes.

Segundo o Total Compensation 2017, cerca de 87% das empresas que participaram no estudo realizam a sua revisão salarial uma vez por ano. Desta percentagem, 30% elege o mês de abril para a revisão, seguido de 28% que opta pelo mês de março e 15% por janeiro.