A valorização de 5% da Portugal Telecom não foi suficiente para evitar um fecho em baixa da Bolsa de Lisboa, pressionada pelas descidas da banca, da Galp Energia e Mota-Engil, enquanto a yield soberana aliviou em vésperas de leilão.

As ações da Portugal Telecom subiram 4,78% para 1,426 euros, acima da contrapartida de 1,35 euros oferecida pela empresária, Isabel dos Santos, que está determinada no sucesso da Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre a PT SGPS.

Segundo um porta-voz da empresária angolana, esta proposta é criadora de valor, pelo que pondera alterar algumas condições rejeitadas pela Oi, lamentando a indisponibilidade dos brasileiros em aceitá-la.

«É uma notícia positiva (a da revisão das condições da OPA), embora não signifique que haja uma revisão do preço», explicou Albino Oliveira, analista da Fincor à Reuters.

O mesmo analista adiantou que a valorização da PT «pode ter duas leituras: por um lado o mercado espera uma revisão do preço ou uma oferta concorrente, e, por outro, espera que a cotação da Oi continue a subir».

Esta manhã, a Oi anunciou que considera a OPA «inaceitável», pois resultaria na alteração dos termos da fusão.

Suporte adicional da Altri, a ganhar 1,23% para 2,309 euros, e da Jerónimo Martins com uma subida de 1,02% para 8,307 euros, com os investidores a aguardarem pelas novas metas estratégicas da subsidiária polaca, que serão conhecidas no Biedronka's Day, na próxima quinta-feira.

A pressionar o índice esteve a Mota-Engil, com um tombo de 3,5%, a Galp Energia a descer 1,56% euros, a EDP que escorregou 0,24% e o todo sector financeiro.

O Millennium bcp perdeu 0,25%, o BPI caiu 0,28% e o Banif recuou 1,47%.

A Sonae, que apresenta resultados amanhã após o fecho da Bolsa, fechou com uma subida de 0,09%.

Assim, o índice PSI20 fechou com uma descida de 0,06%, com 11 dos 18 títulos atuais em queda.

Na restante Europa, à exceção de Milão, as principais bolsas do Velho Continente fecharam com ganhos de até 0,64% em Madrid, impulsionadas por resultados, acima do previsto, da alemã Henkel e pela revisão em alta do guidance da Vodafone.