O PSI-20 voltou a sofrer um tombo esta quinta-feira, encerrando a perder 3,12% nos 5.979,49 pontos.

Foi um dia negro para o BES, cujas ações chegaram a tombar 51%, depois de estarem suspensas até às 10h00. O banco encerrou a sessão a derrapar 42,1%, com as ações a valerem apenas 0,20 euros. Mas durante a manhã o tombo foi de mais de 50%.

Este resultado fez com que a Comissão de Mercado e Valores Mobiliários decidisse estender a proibição das vendas a descoberto das ações do banco até às 23:59 de 4 de agosto.

O BES apresentou esta quarta-feira prejuízos de 3,6 mil milhões de euros, o pior resultado da história de um banco português. O novo líder da instituição, Vítor Bento, já veio sublinhar a necessidade de um aumento de capital, até porque os rácios de capital do banco estão já abaixo do mínimo exigido pelo Banco de Portugal. Os analistas estimam que o aumento de capital ascenda aos 4 mil milhões de euros.



Ainda esta quinta-feira, em Conselho de Ministros, o Governo admitiu que

a situação no grupo Espírito Santo «terá seguramente impacto na economia».

Também o BCP teve uma forte queda, 4,4%, com cada ação a valer 0,11 euros. Também a PT depreciou 4,3%, fixando o preço das ações em 1,61 euros e batendo mínimos históricos.

A Jerónimo Martins continua em queda, desceu 3,3% nos 9,77 euros, com os investidores a penalizar os resultados semestrais da retalhista, que nos primeiros 6 meses do ano encolheu os lucros pata 145 milhões de euros. Só este ano a retalhista já perdeu 31% em bolsa. Está no valor mais baixo desde outubro de 2010.

A EDP caiu 1,96%, nos 3,50 euros por ação.

No verde, os CTT subiram 1,9%, com cada ação a valer 7,95 euros.

Na Europa a tendência também foi de queda acentuada: Madrid desceu 2,1%, Frankfurt caiu 1,9%, Paris e Milão depreciaram 1,5% e Londres caiu 0,6%.