As bolsas europeias já acentuaram as perdas - registam mesmo a maior descida da última semana - no desenrolar da tensão na Síria.

O chefe da diplomacia norte-americana disse ontem que a Síria usou armas químicas contra civis, num ataque da passada quarta-feira, 21 de agosto, nos arredores de Damasco. Os EUA consideram que tal é «inegável» e prometem agir. Ora, uma possível intervenção militar está a afastar os investidores de ativos de risco.

Lisboa (PSI20) perde 1,33% para 5.897,77 pontos, Paris cai 1,39%, Frankfurt recua 1,58%, Milão tomba 1,6% e Madrid cai perto de 2%.

A situação é agravada também pela disputa política em Itália e forte instabilidade depois da condenação de Berlusconi. E nem a melhoria da confiança dos empresários alemães - a subir pelo quarto mês consecutivo - conseguiu travar a pressão vendedora no Velho Continente.

Em Lisboa, só 4 empresas seguem positivas. O mesmo é dizer que 16 cotadas seguem negativas.

A Portugal Telecom (PT) afunda 2,68% para 2,826 euros, o BES cai 2,48% para 0,862 euros, a Sonae recua 2,14% para 0,821 euros e o BCP tomba 1,98% para 0,099 euros.

Também a Zon Multimédia desce 0,94% para 4,190 euros, com a Sonaecom a perder cerca de 0,5%, depois do «OK» da Autoridade da Concorrência (AdC) à fusão entre ambas as empresas.

No mercado cambial, o euro cai pela segunda sessão consecutiva. Cota nos 1,33 dólares.

Já no mercado petrolífero, o barril de Brent sobe para 111,42 dólares, com os investidores a recearem perturbações no fornecimento da matéria-prima, numa região responsável por cerca de um terço da saída mundial de petróleo.