O presidente do Novo Banco, Eduardo Stock da Cunha, disse esta segunda-feira que a possível fusão entre o BPI e o BCP, proposta por Isabel dos Santos, é uma operação interessante, caso se venha a concretizar.

«A fusão BCP/BPI é um movimento, caso venha a concretizar-se, interessante. Mas deixo isso para os analistas», afirmou o responsável durante a videoconferência de apresentação de resultados do Novo Banco.

«Nós precisamos é de trabalhar todos os dias. Não nos pronunciamos sobre o que pode existir ou não a nível de concentração com outros bancos», acrescentou, citado pela Lusa.


Stock da Cunha realçou que a gestão do Novo Banco está condicionada pelo facto de se tratar de um banco de transição e que tem já um processo de venda em curso.

«Estamos condicionados na nossa atividade em diversos aspetos estratégicos. Podemos fazer apenas e só aquilo que o Banco de Portugal nos autorize a fazer de forma expressa e não apenas tácita», vincou.

E ilustrou: «Por exemplo, se amanhã eu me quisesse fundir com o BCP, eu não podia».


O BPI é um dos bancos interessados na compra do Novo Banco tendo, entretanto, sido alvo de uma oferta pública de aquisição (OPA) por parte do seu maior acionista, o catalão CaixaBank.

Mas o BPI tem igualmente em mãos uma proposta feita pela empresária angolana Isabel dos Santos, segunda maior acionista do BPI, através da empresa Santoro, para que se iniciem conversações entre o BPI e o BCP - onde a Sonangol detém a maior posição acionista - com vista a uma fusão.

Na semana passada, tanto o BPI como o BCP confirmaram que tinham recebido uma carta da empresária angolana, em nome da Santoro Finance, a propor uma fusão entre os dois bancos portugueses.