A empresa eletrónica sul-coreana Simmtech apresentou queixa, nos EUA, contra sete grandes bancos, que acusa de terem prejudicado os seus negócios, ao manipularem as taxas de câmbio.

A queixa, apresentada sexta-feira num tribunal nova-iorquino, visa sete bancos e as suas filiais, que, segundo a queixosa, controlam 60% das transações mundiais em divisas.

Os visados são os bancos norte-americanos Citigroup e JPMorgan Chase, os britânicos Barclays e Royal Bank of Scotland, o alemão Deutsche Bank e os suíços UBS e Credit Suisse.

A quase totalidade destes estabelecimentos já reconheceram, tal como outros bancos, estarem a ser investigados à escala internacional devido a possíveis manipulações de câmbios.

A queixa menciona queixas apresentadas nos EUA, Reino Unido, Suíça, Hong Kong e Singapura.

As manipulações «afetaram o preço de milhares de milhões de dólares de transações financeiras, nos EUA e no mundo, entre as quais operações com divisas e outros produtos, como fundos de pensões ou contas de poupança indexadas», pormenoriza-se na queixa.

Simmtech é o queixoso citado, mas um advogado do gabinete Kim and Bae, que apresentou a queixa, disse esperar que esta evolua para um recurso coletivo, envolvendo várias outras empresas sul-coreanas.

Um outro recurso coletivo já tinha sido depositado no início do mês, em nome de empresas norte-americanas, pelo gestor de fundos de pensões Haverhill Retirement System.

As potenciais manipulações dos mercados cambiais poderiam ser o próximo grande escândalo no setor bancário, depois do que veio a público em 2012 sobre a manipulação da taxa de juro interbancária de referência Libor.