O risco da dívida espanhola, medido pelo diferencial entre os títulos espanhóis e alemães a dez anos, abriu hoje em 238 pontos base, o valor mais baixo desde junho de 2011, AVANÇA A lUSA.

Dados do mercado secundário referem que a melhoria se deve essencialmente à queda da rentabilidade dos títulos espanhóis a dez anos, que passaram dos 4,392 para os 4,232% desde quarta-feira.

A melhoria, num dia de nova operação do Tesouro Público espanhol, ocorre num momento de subida do otimismo dos investidores, com recomendações no mercado para compra de dívida espanhola.

Este otimismo alarga-se à bolsa que na quarta-feira fechou em máximos anuais, subindo 0,78% para 9.062,50 pontos.

Na operação de hoje o Tesouro Público espanhol prevê colocar títulos a três anos e obrigações a 15 anos, com um máximo previsto em torno a 3.000 milhões de euros.

Com a concretização dessa operação o Tesouro consegue assim 80% das suas necessidades anuais de financiamento.

Apesar da melhoria nos mercados da dívida, o Tesouro Público foi obrigado a pagar mais, na terça-feira, para colocar 4.563 milhões de euros em títulos a seis e 12 meses.

Em concreto, colocou 1.442,73 milhões de euros a seis meses com um juro médio de 0,945% (em agosto pagou 0,85%) e 3.120 milhões de euros a 12 meses com juro médio de 1,39%, também acima dos 1,278% pago em agosto.

O aumento do juro da operação desta semana interrompeu seis emissões consecutivas com descidas nas taxas, mantendo-se um nível elevado de procura entre os investidores.