O presidente do Banco Espírito Santo (BES) voltou hoje a afastar a necessidade de o banco recorrer a capitais públicos, realçando que a entidade já foi nacionalizada uma vez e que tudo fará para que tal não se repita.

BES com prejuízos de 517, 6 milhões em 2013

«Já fomos nacionalizados uma vez, em 1975, e não queremos ser outra vez», afirmou o banqueiro, durante a apresentação das contas de 2013 aos jornalistas, depois de questionado sobre se essa possibilidade estava em cima da mesa.

«O BES tem que seguir o seu caminho da forma mais robusta possível», assinalou Salgado.

«Não temos dúvidas que se precisarmos de aumentar o capital, temos recursos nos mercados internacionais», sublinhou.

Em tom descontraído, Salgado disse que o BES não vai «contribuir para o aumento do endividamento do Estado».E reforçou: «O banco é suficientemente forte para seguir o seu caminho em frente sem recorrer ao Estado».

BES admite novo aumento de capital

Ricardo Salgado admitiu um novo aumento de capital no banco caso tal se revele necessário no âmbito dos testes de stress a que vai ser sujeito pelo Banco Central Europeu e pela Autoridade Bancária Europeia (EBA em inglês).

«Temos dois exercícios pela frente [dos reguladores europeus], só depois disso é que podemos garantir a resiliência dos rácios de capital. Não podemos dizer nesta altura que não vamos ter um aumento de capital», adiantou o responsável.

Já no início da apresentação de resultados, Ricardo Salgado tinha sublinhado que «sem recurso a capitais públicos, o Banco Espírito Santo termina o ano de 2013 com rácios de solvabilidade acima dos mínimos exigidos que lhe permitem enfrentar com redobrada confiança os desafios que se colocam ao setor financeiro em 2014».