A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), reguladora brasileira do mercado de valores, revogou a suspensão da oferta pública de ações da Oi, revela um comunicado divulgado na noite de terça-feira.

A decisão tem efeitos a partir de hoje, quarta-feira.

A oferta pública de ações ordinárias e preferenciais da operadora telefónica tinha sido suspensa na última quinta-feira, por 30 dias, devido a declarações do presidente executivo da PT Portugal e da Oi, Zeinal Bava à imprensa brasileira.

A revogação da decisão está relacionada com as providências adotadas pela Oi e pelo Banco BTG Pactual, instituição que lidera a oferta, que «atenderam à necessidade de saneamento da irregularidade que motivou a suspensão», informou a CVM.

Entre as medidas adotadas estão a publicação de um Facto Relevante, na sexta-feira, no qual a empresa orienta os investidores e outros interessados na oferta a não considerarem as declarações de Bava à imprensa nas suas decisões para o investimento, e levarem em conta apenas as informações do prospeto da oferta.

A Portugal Telecom (PT) e a Oi deram, na última quinta-feira, um dos últimos passos para a fusão entre as duas empresas com os acionistas a aprovarem o aumento de capital.

A fusão entre a PT e a Oi deverá estar concluída entre abril e maio, altura em que decorrerão novas assembleias-gerais de acionistas para a ratificação da operação.