A bolsa de Lisboa fechou esta sexta-feira no vermelho, interrompendo uma sequência de três sessões consecutivas no verde, em que atingiu o valor mais alto em quase um mês. O PSI20 perdeu 0,3%, registando mesmo a pior prestação entre os mercados europeus.

Lá por fora, só Londres acompanhou Lisboa no vermelho. Milão, Frankfurt e Paris fecharam com ganhos, mas ligeiros, que não foram além dos 0,3%.

A pressionar a praça nacional estiveram sobretudo as ações da PT, que recuaram 1,29% para 3,21 euros, acompanhando o movimento de correção do setor na Europa.

No vermelho fechou ainda o BES, que cedeu 0,58% para 85 cêntimos, acompanhado pelo BPI, que também cedeu 0,64% para 93 cêntimos.

Nota ainda para o Banif, no mesmo setor, que afundou 9,09% para 1 cêntimo por ação, mantendo a volatilidade que lhe é característica desde o aumento de capital, devido ao baixo valor das ações. O Banif aprova na próxima segunda-feira em Assembleia-Geral um novo aumento de capital, que será feito através de obrigações subordinadas que podem ser trocadas por ações. O valor é precisamente de um cêntimo por ação.

Só o BCP escapou às quedas, fechando estável nos 9,7 cêntimos por ação.

Na energia, o dia também foi negativo, ainda que com quedas pouco acentuadas: a EDP perdeu 0,15% para 2,71 euros e a Galp deslizou 0,08% para 12,90 euros.

A impedir uma maior queda da praça, merece destaque o setor do retalho, onde a Jerónimo Martins trepou 1,11% para 15,90 euros e a Sonae avançou 0,99% para 92 cêntimos.