O índice CSI 300 da bolsa de Xangai recuou, esta segunda-feira, 8,56%, naquela que foi a maior queda registada desde 2007. O mercado reage à queda do índice de produção industrial, para o nível mais baixo dos últimos 15 meses, e também às perspetivas de um crescimento de 7% este ano da economia chinesa, o nível mais lento dos últimos 25 anos.

Os investidores temem que esta desaceleração da economia chinesa tenha um forte impacto nos principais parceiros comerciais da China, onde se inclui, naturalmente, a União Europeia.

As bolsas europeias refletiram a queda da bolsa chinesa, com recuos superiores a 2%, em média. O maior recuo foi registado pela bolsa italiana, 2,97%, seguida de perto pela bolsa de Paris (-2,57%) e pelo mercado alemão (-2,37%).
 

Lisboa acompanha tendência negativa


A Bolsa de Lisboa acompanhou a tendência negativa europeia, com o índice PSI 20 a recuar 1,96%, arrastado pelas fortes desvalorizações dos títulos ligados á construção. A Mota-Engil liderou as quedas desta segunda-feira, com uma desvalorização superior a 6%, seguida da Teixeira Duarte, que afundou mais de 5%.

Entre os piores desempenhos do dia, destaque ainda para a Galp energia, que recuou 3,442%, apesar da forte subida dos lucros no primeiro semestre do ano, e do Millennium BCP, que caíu 2,842%. Já depois do fecho do mercado, o BCP apresentou lucros de 240,7 milhões de euros no primeiro semestre, um valor muito acima do esperado pelos analistas, que apontavam para resultados líquidos de 150 milhões de euros.