O «sentimento predominante» na administração da PT SGPS é que o valor da Oferta Pública de Aquisição sobre a empresa portuguesa, lançada pela Terra Peregrin, de Isabel dos Santos, é baixo, disse à Lusa fonte da administração.

De acordo com a mesma fonte, a administração da PT SGPS espera que Isabel dos Santos reveja a sua proposta de 09 de novembro de compra da totalidade das ações da empresa portuguesa, por mais de 1,21 mil milhões de euros, ao preço de 1,35 euros por ação.

O conselho de administração da PT SGPS vai pronunciar-se na próxima terça-feira após o fecho do mercado sobre o projeto de prospeto de OPA lançada pela Terra Peregrin sobre a PT SGPS.

Questões como o preço apresentado e o enfoque nas questões da tesouraria (crédito sobre a Rioforte), deverão ser alvo de análise.

No entanto, num encontro com os jornalistas na quinta-feira, o braço direito de Isabel dos Santos e adminsitrador da Terra Peregrin, Mário Silva, frisou que não vai mexer no preço.

A empresa veículo criada por Isabel dos Santos para a OPA entregou na segunda-feira o projeto de prospeto e o pedido de registo da OPA, e se a documentação estiver completa e não houver pedido de esclarecimentos, a aprovação do prospeto, o registo ou a sua recusa serão comunicados no prazo de oito dias corridos, de acordo com a lei.

O Código dos Valores Mobiliários exige ainda que além do Conselho de Administração como um todo emitir uma opinião, o prospeto obriga a que cada administrador da PT SGPS se pronuncie também sobre o respetivo prospeto, podendo no entanto, os administradores adotar uma posição coincidente com a do Conselho de Administração.

De qualquer forma, terá de ser convocada uma Assembleia-Geral de Acionistas, o que só poderá acontecer quando a CMVM emitir um parecer favorável ao lançamento da OPA. A oferta carece também de um parecer da Autoridade da Concorrência, já que Isabel dos Santos tem uma participação na NOS.

A AdC publicou esta sexta-feira na imprensa o aviso de notificação da OPA lançada por Isabel dos Santos, devendo «quaisquer observações de terceiros interessados» nesta operação «serem remetidas, no prazo de dez dias úteis».

A oferta da Terra Peregrin é destinada a 100% do capital da PT SGPS, a qual detém 25,6% da operadora brasileira Oi, enquanto esta detém 10% da PT SGPS.