As ações da PT SGPS desceram 5% penalizadas pelo facto da administração da cotada ter apontado falhas à OPA de Isabel dos Santos, o que poderá reduzir as chances de sucesso da operação, e também pelas quedas da brasileira Oi, segundo operadores.

«Esta tomada de posição poderá tornar mais distante o sucesso da oferta pública de aquisição, embora não invalide que ela venha a acontecer», disse Paulo Rosa, dealer da GoBulling no Porto.

O conselho de administração da PT SGPS disse que o preço de 1,35 euros por ação oferecido pela empresária angolana sobre a empresa não reflete o seu valor intrínseco, incluindo as potenciais sinergias de uma consolidação da Oi no Brasil.

«No final, quem decide são os acionistas. Todos os dias parece que esta novela vai terminar, mas se calhar ainda tem muito para correr», acrescentou Paulo Rosa.

Os títulos da PT SGPS já estiveram a tombar 5%, a esta altura seguem a cotar a 1,23 euros.

A PT SGPS tem 25,6% da Oi que, por seu turno, é dona da totalidade da PT Portugal, cujos ativos portugueses a telecom brasileira já acordou vender à francesa Altice, embora esta alienação esteja condicionada ao OK dos acionistas da PT SGPS, que se reunirão em Assembleia Geral para deliberar.

«À medida que esteja mais longe o sucesso da OPA, a evolução da PT SGPS vai estando mais ligada à evolução da Oi», referiu Paulo Rosa.

As ações da Oi fecharam a perder 2,3% na sessão anterior, tendo perdido mais de 15% desde o início de Dezembro.
Alfredo Mendes, operador do Banco Best, disse que: «se a OPA se mantiver, não vejo como vai falhar», referindo que a cotação está bem abaixo do preço oferecido na OPA.