A bolsa de Lisboa segue esta manhã em alta, com o índice PSI20 a subir 1,21% para 6.055,41 pontos, impulsionado pela PT, que dispara mais de 15%.

A operadora anunciou esta manhã que assinou já um acordo de intenções para a fusão com a brasileira Oi, da qual é acionista. A empresa que resultará deste «casamento» chamar-se-á CorpCo e contará com cerca de cem milhões de clientes. As ações da PT disparam 15,47% para 3,93 euros.

Também o Banif volta a disparar 10% para 1,1 cêntimos, numa altura em que decorre mais uma fase do seu reforço de capital, através de uma oferta pública de troca de obrigações por ações, com a qual o banco pretende arrecadar até 50 milhões de euros.

No setor financeiro, além do Banif, apenas o BPI soma ganhos, ao trepar 0,52% para 96 cêntimos. O BCP segue estável nos 9,6 cêntimos e o BES cai 0,12% para 81 cêntimos.

No terreno negativo, duas notas para dois pesos pesados da praça nacional: a EDP, a ceder 0,22% para 2,69 euros, e a Jerónimo Martins, que volta a liderar as quedas e a recuar 2,61% para 14,20 euros.

No resto da Europa, ao contrário do que acontece em Lisboa, o dia é de perdas, depois de ontem as praças terem registado a maior subida das últimas três semanas. Paris regista a maior descida, de 0,98%.

As atenções voltam-se hoje para a reunião do Banco Central Europeu (BCE), onde não se esperam novidades nas taxas de juro (que deverão continuar no mínimo histórico de 0,5%), mas onde o conselho de governadores deverá discutir uma injeção de liquidez a longo prazo nos bancos do euro para evitar a subida das taxas de juro.

Nos EUA continua o impasse orçamental e, sem orçamento, o Governo federal ficou reduzido a serviços mínimos, tendo sido obrigado a enviar 800 mil funcionários públicos para casa, de licença sem vencimento. No entanto, e apesar de admitirem riscos para a economia global, os economistas acreditam que o impacto será limitado.