As valorizações dos pesos-pesados levam a Bolsa de Lisboa a ganhar 0,48%, face a uma Europa que fechou sem tendência clara, numa sessão de forte volatilidade e fraca liquidez que mostra a ausência de muitos investidores já de férias nesta quadra natalícia, segundo dealers.

"O mercado está com falta de volume e vai continuar a perdê-lo até ao final da semana de negociação, que será quinta-feira", disse João de Deus, corretor da Dif Broker, citado pela Reuters.


A Galp Energia ganhou 2,13% e acompanhou os ganhos das petrolíferas europeias, beneficiando da recuperação no preço do barril de Brent, que tocou em mínimos de 11 anos.

A EDP somou 0,19% e a Jerónimo Martins subiu 1,24%.

A banca recuperou das quedas de ontem, tendo o Millennium bcp subido 2,18% e o BPI avançado 2,29%, enquanto o Banif será a partir de amanhã excluído do índice PSI20.

Segundo o BPI, a Corticeira Amorim e a Ibersol são as principais candidatas a entrarem no índice, após a saída do Banif, sendo que a líder mundial de produtos de cortiça é a preferida, dada a maior capitalização bolsista e maior volume médio negociado, face à Ibersol.

As ações da Corticeira Amorim dispararam 9,72%, enquanto as da Ibersol caíram 0,41%.

A Impresa brilhou 1,73%. Segundo analistas, o novo contrato entre a Impresa a Vodafone Portugal para a distribuição de conteúdos televisivos é positivo para a dona da SIC, porque vai permitir um crescimento das receitas e dos clientes.

"O novo contrato de distribuição com a Vodafone vai permitir à Impresa beneficiar do crescimento do 'pay-tv' em Portugal, pelo menos durante os três anos de duração do contrato", afirmou Pedro Oliveira, analista do BPI.


Pela negativa, o destacam-se os CTT, Mota-Engil, Sempa e EDP Renováveis, com quedas superiores a 1%.

A subsidiária da EDP para as 'energias limpas' foi alvo de um 'downgrade' por parte do Kepler Chevreux que cortou a recomendação para 'Reduce' de 'Hold', mantendo o preço-alvo em 6,20 euros.
Por sua vez, o Caixa Banco de Investimento subiu o preço-alvo da EDPR para 7,7 euros para final de 2016, de 6,3 euros, citando a visibilidade do perfil de crescimento da empresa.