O índice de acionista de referência segue a ganhar 0,2%, em linha com as pares europeias, apoiado nas subidas das energéticas e também dos CTT, numa manhã em que os juros soberanos portugueses fixaram novos mínimos recorde.

De acordo com a Reuters, a taxa de juro das Obrigações do Tesouro (OT) portuguesas a 10 anos negoceia no mínimo histórico de 1,574%, beneficiando ainda da ‘bazuca’ do Banco Central Europeu que protege os países da zona euro de um contágio pela incerteza na Grécia.

O Quantitative Easing (QE), lançado segunda-feira passada, é um programa de estímulos monetários que consiste na compra de 60.000 milhões de euros de divida soberana por mês e que tem levado as taxas de juros de vários países para mínimos históricos.

Fonte oficial do Banco de Portugal, disse ontem à Reuters, que o banco central iniciou a compra de Obrigações do Tesouro no dia 9 de Março, incidindo em maturidades entre dois e 30 anos, no quadro do programa de QE.

O índice FTSEurofirst 300 sobe 0,32%, impulsionado resultados positivos da K+S e da Boskalis.

O euro aprecia-se 0,4% face à moeda norte-americana, para 1,0588 dólares, a recuperar dos mínimos de 12 anos fixados ontem.

A tendência de apreciação do dólar face ao euro é cada vez mais evidente, uma vez que a moeda europeia está a ser pressionada pelo programa de QE do BCE.

O preço de barril de Brent avança 0,82% para os 58,01 dólares.