Bastam pouco mais de 10 dias e sete horas de trabalho para os presidentes executivos de 18 empresas do PSI20 conseguirem ganhar o equivalente ao salário médio anual dos trabalhadores. Segundo cálculos do jornal «Público», feitos com base na informação prestada pelas empresas à CMVM, no ano passado, os CEO ganharam cerca de 33,5 vezes mais que o resto dos colaboradores do grupo.

Escreve o «Público» que em 2012, as duas empresas onde a diferença entre os salários dos presidentes e dos trabalhadores é maior são, por esta ordem, a Jerónimo Martins (JM) e a Sonae. Em terceiro lugar encontra-se a PT.

Pedro Soares do Santos, administrador delegado e presidente do conselho de administração do grupo que detém o Pingo Doce, ganhou 951.750 euros em 2013, ou seja, quase 108 vezes mais que os trabalhadores. Este é o quinto gestor mais bem pago do índice nacional.

Segue-se a Sonae: o salário de Paulo Azevedo é 91,5 vezes superior ao dos seus 39.951 trabalhadores.

Já na PT, o CEO ganhou ganhou, em média, 44 vezes mais dos que os mais de 12 mil colaboradores do grupo. Zeina Bava recebeu 1,013 milhões de euros e Henrique Granadeiro 374, 5 mil euros.

Nos cálculos do «Público», no topo da lista está Pedro Queiroz Pereira como o mais bem pago: ganhou 1,7 milhões de euros no ano passado. O líder e dono da Semapa destronou Ferreira de Oliveira que, em primeiro lugar, ocupava o primeiro lugar da lista.