O presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD), José de Matos, garantiu esta segunda-feira que está «tranquilo» relativamente à exposição do banco público ao Grupo Espírito Santo (GES), que rondará os 300 milhões de euros.

«Os decisores políticos têm razões para estar tranquilos. Eu estou tranquilo», afirmou à Lusa o banqueiro, à margem de um evento em Lisboa, depois de questionado sobre as preocupações manifestadas pelos partidos da oposição quanto a esta matéria.

Ainda assim, o presidente da CGD admitiu que a entidade que lidera poderá vir a sentir algum impacto com o processo de reestruturação em curso no GES, que vive um momento conturbado e revela dificuldades em cumprir as suas obrigações financeiras, mas realçou que está a trabalhar para minimizar esses efeitos.

«A CGD lidará com esta situação como lida com todas as situações em que há risco de incumprimento», disse o responsável, escusando-se a revelar os montantes exatos da exposição do banco estatal ao GES.

José de Matos participou hoje na assinatura do protocolo de cooperação entre a CGD e a Universidade de Lisboa, válido até 2019, e que contou com a presença do reitor da Universidade de Lisboa, António Cruz Serra, e do vice-presidente da CGD, Nuno Fernandes Thomaz.

Já na semana passada, no Parlamento, a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, também procurou tranquilizar os deputados quanto à exposição da CGD ao GES, assegurando que «a solidez da CGD não está minimamente ameaçada».

De acordo com a governante, «tal como em todos os bancos, há credores que não vão pagar, mas não há uma exposição da CGD ao GES que coloque em causa a solidez da CGD».