Os prejuízos da gestora de participações PT SGPS quase triplicaram para 43 milhões de euros (ME) no primeiro trimestre de 2015, penalizada pelas perdas da telecom brasileira Oi, na qual é a maior acionista, noticia a Reuters.

A PT SGPS tem como principal ativo uma participação de 27,5% na Oi. Detém ainda os cerca de 900 ME de dívida em default da Rioforte, do falido Grupo Espírito Santo, e opções de compra sobre mais de 10% do capital da brasileira.

A Oi apresentou um prejuízo de 124 ME no primeiro trimestre de 2015, o que levou a PT SGPS a encaixar uma perda de 28 ME, correspondente à sua participação efetiva na telecom brasileira.

A PT SGPS reexpressou os resultados de 2014 para serem comparáveis, tendo, segundo os cálculos, fixado um prejuízo de 14,7 ME no primeiro trimestre de 2014.

A fusão entre a Portugal Telecom e a Oi, anunciada em 2013, visava criar um operador global de cariz lusófono mas foi abalada pelo polémico investimento da PT em dívida da Rioforte, do colapsado Grupo Espírito Santo.

A telecom portuguesa sofreu um default de 900 ME da Rioforte e, em resultado, o acordo de fusão foi revisto em prejuízo dos acionistas da PT SGPS, que viram a sua posição na empresa combinada Corpco/Oi reduzida para bem menos que os 38% acordados originalmente.

A PT SGPS apresentou, entre Janeiro e Março de 2015, perdas em empreendimentos conjuntos de 39 ME. Esta rubrica corresponde à participação efetiva da PT SGPS nas perdas da Oi e das suas Holdings controladoras.

O EBITDA foi negativo em 4 ME, de -4,7 ME no período homólogo.

As ações da PT SGPS seguem a subir 0,8% para 0,504 euros.