A queda do preço do petróleo não vai impulsionar o crescimento da economia global, referiu hoje num relatório sobre perspetivas económicas globais para 2015 e 2016 a agência de notação financeira Moody’s.

Em janeiro, o preço do petróleo chegou aos 46 dólares o barril, na terça-feira o barril estava a 56,43 dólares.

No relatório, a agência refere que, contra o que se possa pensar, a queda do preço do petróleo em cerca de 60 por cento desde junho passado não contribuirá para um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) devido a uma contração económica na China e em outras regiões, como na zona euro.

A Moody’s mantém, portanto, as previsões de crescimento para os países do G20 (as vintes economias mais industrializadas do mundo) de um «crescimento do PIB abaixo dos três por cento em 2015 e 2016», afirmou a vice-presidente da Política de Crédito, Marie Diron, citado pela Lusa.

Os baixos preços do petróleo, que esperamos que se mantenham, deveriam proporcionar um impulso ao crescimento global, mas não será assim e «mantemos as nossas previsões», assinalou.

O relatório conclui que os baixos preços do petróleo terão impacto no crescimento nos países exportadores líquidos, mas os importadores, como os da zona euro, não vão beneficiar de igual maneira.

Na zona euro, o crescimento do PIB vai ficar abaixo dos 1 por cento em 2015 e em 1,3 por cento em 2016, adianta a Moody’s, acrescentando que o menor preço da energia não se vai sentir devido à crise económica, com altas taxas de desemprego e a instabilidade em alguns países.