Portugal colocou esta quarta-feira o máximo pretendido de 1.000 milhões de euros (ME) de Obrigações do Tesouro (OT) a seis anos, com maturidade em Junho de 2020, pagando a taxa de juro mais baixa da sua história, capitalizando a procura por algum retorno num contexto de taxas europeias próximas de zero, segundo a Reuters.

A operação fixou uma taxa média ponderada de 1,8171%, com a procura a superar a oferta em 1,8 vezes, segundo os resultados do leilão de dívida, adiantados pelo Instituto de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP).

A maturidade destas OT, ou seja Junho de 2020, não é diretamente comparável com os leilões mais recentes a cinco anos, nem com o ‘benchmark’ negociável no mercado secundário.

As OT a cinco anos estão a negociar nos 1,7%, claramente abaixo do anterior mínimo histórico de 2,51% em 2005.

No início de 2011, pouco antes de pedir a ajuda dos credores, Portugal emitiu OT a cinco anos, pagando um caro cupão de 6,4%. Em 2009 emitiu a um cupão de 3,6% numa maturidade semelhante.

Portugal, que esteve sem acesso aos mercados durante grande parte do doloroso resgate internacional que durou entre 2011 e 2014, refinanciou-se mais recentemente a maturidades mais longas de 10 e 15 anos.

Os juros das obrigações do tesouro de Portugal a 10 anos - a medida de referência para medir o risco soberano do país - segue a agravar dois pontos base em mercado secundário para 3,07%.