Portugal conseguiu colocar no mercado 1.500 milhões de euros de dívida pública. O IGCP emitiu 900 milhões de euros em obrigações do tesouro a cinco anos e 600 milhões de euros em OT a 22 anos.

Os juros das OT a cinco anos fixaram-se em 1,423%, mais baixos do que que no leilão anterior. A 22 anos os juros das obrigações fixaram-se em 3,53%.

A procura também superou a oferta nos dois leilões: nas obrigações a cinco anos a procura foi superior à oferta em 1,89 vezes. A 22 anos a procura superou em 1,7 vezes a oferta.

É das emissões com maturidades mais longas do período pós-troika. Em abril, o IGCP emitiu emitiu 2.500 milhões de dívida a 10 e a 30 anos,que contribuiu para assegurar mais de 60% das necessidades de financiamento para 2015, segundo o IGCP. 

Desde 2009 que o IGCP não emitia dívida com maturidade a 22 anos.

O primeiro-ministro ficou satisfeito com o resultado do leilão. Pedro Passos Coelho afirmou que Portugal está preparado para cumprir todos os seus compromissos:

“Estamos plenamente preparados para cumprir todos os nosso compromissos e obrigações não só até ao final deste ano mas de forma a ter um financiamento adequado para o próximo ano”


O primeiro-ministro considerou ser “um dia importante para Portugal”, porque fez “uma emissão de médio-longo e de muito longo prazo e isso só é possível de fazer quando existe uma confiança muito grande por parte do mercado naquele que é o país emissor dessa dívida”.

“Só o facto de o IGCP [Agência de Gestão do Crédito e da Dívida Pública], que é a nossa instituição que faz a gestão da dívida pública, ter detetado no mercado confiança e apetite para este tipo de operações é extremamente positivo para o nosso país”, disse o chefe de Governo, acrescentando que apesar de não ter pormenores acerca das emissões de dívida, sabe que “foram bem-sucedidas”.

“Nós conseguimos, quer no primeiro semestre, nos primeiros seis meses do ano, quer agora com esta nova emissão, colocar Portugal como um emissor de confiança credível para os agentes financeiros, para o mercado de dívida, o que é extremamente importante”, continuou, Passos Coelho, acrescentando que Portugal continua a “reforçar a capacidade para poder responder a qualquer imprevisto que possa acontecer”.