Portugal regressou esta quinta-feira aos mercados e colocou 3,25 mil milhões de euros em dívida a cinco anos e pagou uma taxa de juro de 4,657%.

A procura pela dívida desta operação excedeu os 11,2 mil milhões de euros, proveniente de 280 contas, com os investidores britânicos e portugueses a assegurarem mais de metade da emissão.

De acordo com a Agência para a Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública ¿ IGCP, os 3,25 mil milhões de euros colocados na linha de Obrigações do Tesouro que vence em junho de 2019 já tinham uma procura de 5 mil milhões de euros quando a operação começou, por volta das 09:15 de hoje.

Destes, 38,3% foram conseguidos via investidores do Reino Unido, a maior parcela, seguidos pelos investidores nacionais, que compararam 11,8% da dívida pública hoje vendida.

Outra parcela importante, 8,9%, foi conseguida através de investidores escandinavos.

O IGCP destaca a maior diversidade geográfica dos investidores que compraram a dívida portuguesa face a emissões anteriores, assim como o aumento dos investidores que compram a dívida para investimento (para manter e não para uso em negociação corrente).

É o caso dos fundos de pensões e seguradoras, investidores mais tradicionais que compram a dívida como investimento para manter, que asseguraram a segunda maior fatia da emissão, comprando 15,5% da dívida hoje colocada, logo a seguir aos gestores de ativos ¿ normalmente responsáveis pela maior fatia ¿, que assumiram 61,5% da emissão.

As manifestações de interesse e a procura elevada permitiram ao IGCP reduzir os juros que teriam de pagar para colocar a dívida que pretendiam em 10 pontos base, tendo a taxa final sido fixada nos 4,657%.

O instituto que gere a dívida pública justificou a altura da ida ao mercado com a melhoria nas taxas de juro exigidas pela dívida portuguesa no mercado secundário, a manifestação de interesse dos investidores, as melhorias nos mercados da zona euro e o calendário de emissões de outros países que podiam disputar com Portugal o interesse dos investidores.