A Pharol SGPS (antiga PT SGPS) anunciou esta terça-feira uma assembleia-geral de acionistas a 04 de novembro para deliberar sobre a aquisição e a alienação de ações próprias, que prevê a compra de até 7,7% dos seus títulos.

Em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Pharol adianta que este é o ponto único da ordem de trabalhos da reunião magna, que terá lugar no auditório Bernardino Gomes, do LEAP Center - Espaço Amoreiras - Centro Empresarial, em Lisboa.

A administração liderada por Palha da Silva propõe que seja deliberado "aprovar a aquisição pela sociedade de ações próprias, incluindo direitos à sua aquisição ou atribuição".

O número máximo de ações a adquirir tem o limite correspondente a 7,7% do capital social, reduzidas as alienações efetuadas, sem prejuízo da quantidade que seja exigida pelo cumprimento de obrigações da adquirente, decorrentes de lei, de contrato ou de emissão de títulos, com sujeição, se for o caso, a alienação subsequente, nos termos legais, das ações que excedam aquele limite, refere a Pharol, em comunicado.

"Com sujeição aos requisitos legais e aos da presente deliberação é, designadamente, aprovada a aquisição que o Conselho de Administração venha a efetuar, no quadro de um programa de recompra de ações, efetuando-se a aquisição por qualquer das formas previstas na presente deliberação proposta".

A compra de ações próprias pode ser feita no prazo de 18 meses.

"O preço de aquisição onerosa deverá conter-se num intervalo de 25% para menos e para mais relativamente à cotação mais baixa e média, respetivamente, das ações a adquirir no Euronext Lisbon, durante as três sessões de mercado regulamentado imediatamente anteriores à data de aquisição ou à constituição do direito de aquisição de ações, ou corresponder ao preço de aquisição resultante de instrumentos financeiros contratados", adianta.

A Pharol adianta que a compra de ações próprias, incluindo direitos à sua aquisição ou atribuição, "poderá assumir a forma de programa de recompra".

Relativamente à venda de ações próprias, a Pharol propõe que a contrapartida não seja inferior em mais de 25% à cotação das ações na bolsa de Lisboa a alienar durante as três sessões antes da operação.

A venda de ações decorre no prazo de 18 meses a contar da data da deliberação.