Os acionistas da Pharol SGPS (antiga PT SGPS) aprovaram esta quarta-feira, em assembleia-geral, a compra e venda de ações próprias, segundo um comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) e entretanto divulgado.

De acordo com a informação enviada ao regulador do mercado, a Pharol indica que a reunião magna aprovou a “aquisição e alienação de ações próprias, nos termos da proposta do conselho de administração datada de 6 de outubro de 2015”.

Os acionistas da Pharol reuniram-se hoje, em Lisboa, para deliberar a compra e venda de ações próprias, um mês depois de a empresa ter anunciado que tinha avançado com uma ação judicial contra antigos administradores.

A reunião magna visava deliberar a compra e venda de ações próprias, que prevê a aquisição até 7,7% dos títulos da Pharol SGPS, acionista de referência da operadora brasileira Oi, com 27,18%.

Foi também ratificada “a cooptação dos administradores Maria do Rosário Pinto-Correia e André Cardoso de Meneses Navarro para completar o mandato em curso, correspondente ao triénio 2015/2017”.

Na assembleia-geral estiveram presentes ou representados acionistas detentores de 47,4% do capital social.

Esta assembleia-geral aconteceu um mês depois de a Pharol ter anunciado que tinha dado entrada no Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa a primeira ação de responsabilidade contra os ex-administradores Henrique Granadeiro, Pacheco de Melo e Amílcar Pires devido aos investimentos de 897 milhões de euros na Rioforte, do Grupo Espírito Santo (GES).