A consultora especializada em energia Douglas-Westwood prevê que Angola produza 2 milhões de barris por dia já este ano, mas antevê uma descida de 2,3% no próximo ano até estabilizar nos 2,2 milhões em 2021.

«O recente início de atividade dos projetos da Eni e da Total formam a base da nossa previsão positiva no curto prazo - Angola deve cumprir a meta de produção de 2 milhões de barris por dia em 2015», lê-se numa nota enviada aos investidores por esta consultora especializada em assuntos energéticos e que é citada pela Lusa.

No documento, explica-se que «Angola é fortemente dependente do setor petrolífero, o que a torna vulnerável às flutuações de preço; a isto junta-se que os custos de perfuração em Angola são muito altos, e prevemos uma quebra nas perfurações em Angola em 2016».

A consultora não espera que a situação económica do país, caracterizada como «de recuo e redução na despesa pública», vão ter influência nos projetos em curso, pelo menos naqueles que já receberam a Decisão Final de Investimento (FID, no original em inglês).

Lembrando que o projeto Kaombo em águas ultraprofundas começou em abril do ano passado e deve produzir 230 mil de barris por dia, e que a Chevron, ExxomMobil e Eni também têm projetos em curso, que podem render quase um milhão de barris por dia, a consultora acrescenta que «todos estes projetos devem começar a produção antes de 2018».

Assim se explica a previsão de «uma quebra de 2,3% na produção de petróleo ao largo da costa de Angola em 2016, antes de recuperar para 2,2 milhões de barris por dia em 2021».

A recente crise económica em Angola, dizem estes analistas, «oferece oportunidades de exploração para as grandes petrolíferas, com potencial para expansão, uma vez que as companhias mais pequenas procuram parceiros e a Sonangol quer suster o investimento».