O preço do barril de petróleo Brent para entrega em fevereiro voltou esta terça-feira a cair no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres para 45,23 dólares, o nível mais baixo em mais de cinco anos.

O preço do barril de petróleo Brent abriu hoje a 46,13 dólares, menos 2,7% do que no encerramento de segunda-feira.

Um excesso de oferta mundial de petróleo associado a uma contração da procura é a causa principal da sustentada queda dos preços, entretanto acelerada pela decisão dos ministros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) de não reduzir o nível da produção conjunta, adotada a 27 de novembro em Viena.

Segundo analistas, as conjeturas sobre a possibilidade de que os Estados Unidos aumentem as reservas de petróleo empurraram para baixo os preços, que no ano passado caíram 50%.

Os preços começaram a semana em forte baixa depois do banco de investimento Goldman Sachs considerar que é possível que os preços não se recuperem a curto prazo porque a Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) não parece disposta de momento a reduzir a produção.

Desde meados de 2014, os preços do petróleo Brent sofreram uma importante redução, mas esta acentuou-se com o início de 2015 e os especialistas acreditam que esta tendência vai continuar, e não descartam a hipótese de que o preço do barril caia abaixo da barreira dos 40 dólares.

Em 27 de novembro último, a OPEP decidiu em Viena não reduzir a produção conjunta de 30 milhões de barris de petróleo por dia.

Os especialistas sublinham que membros da OPEP como o Irão, Iraque, Líbia e Nigéria dependem das receitas do petróleo para manter o andamento dos respetivos países, sendo portanto difícil que concordem num corte da produção para travar a queda dos preços.

Hoje, o ministro da Energia dos Emiratos Unidos, Suhail Mohamed al Mazrui, reiterou que a OPEP não vai reduzir a produção de petróleo, mesmo reconhecendo ser incapaz de proteger os preços.

«Manter o nível atual de produção de petróleo supõe uma mensagem para que os outros produtores de petróleo sejam razoáveis e sigam os passos da OPEP, que aspira a desenvolver o mercado internacional», indicou o ministro, citado pela Lusa.